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Seis tendências tecnológicas para 2021

Seis tendências tecnológicas para 2021

A pandemia causada pelo coronavírus provocou uma verdadeira revolução do dia para a noite no mundo dos negócios. A chegada das empresas e indústrias para a era digital foi uma necessidade de sobrevivência para que o impacto financeiro não se tornasse ainda mais negativo.

A legislação também precisou se adequar para que esses novos modelos de negócios fossem possíveis. Exemplo disso foi a telemedicina adotada pelos hospitais, modificando as ofertas existentes para se adaptar a pacientes que não tinham como hábito o uso de tecnologias. Escolas mudaram seus currículos para se mostrarem efetivas e necessárias também durante o isolamento e distanciamento social.

Comércio eletrônico, marketing digital, multiplataformas e outras estratégias digitais foram as apostas dos negócios que obtiveram êxito.

O resultado tem sido um verdadeiro avanço cheio de transformações digitais e tecnológicos nos negócios da América Latina, com muitas tendências que serão mantidas mesmo depois da covid 19 estar sob controle.

1. Diminuir o gap digital

A conectividade segura permitiu a continuidade para milhares de negócios levarem educação às casas dos alunos. Especialistas remotos assessoram manufaturas por meio de realidade aumentada. Talvez o mais relevante, desde São Paulo passando por Guayaquil até a Cidade do México, criaram-se serviços de telemedicina e hospitais móveis para atender a emergência.

Bom, isso se realmente havia conectividade. Embora mais de 70% da população urbana conta com acesso à Internet, o Banco Mundial estima que esse índice é de somente 37% da população de zonas rurais na América Latina. Isso fez que o gap digital aumentasse, deixando fora da economia digital as pessoas que mais necessitavam.

É neste momento que tecnologias como 5G e Wi-fi se mostram ainda mais importantes, já que possibilitam banda larga para locais onde implementar a fibra ótica tem custos proibitivos. Há uma estimativa apontando que, levar internet para pessoas que ainda não estão conectadas poderia adicionar US $ 6,7 trilhões à economia global e tirar 500 milhões da pobreza.

5G e Wi-Fi 6 são tecnologias complementares, a primeira está melhor posicionada para áreas abertas e banda larga fixa, enquanto que a segunda se ajusta melhor para fábricas, estádios, centros de convenções, hot spots etc.

Apesar de que já existam alguns pilotos de 5G na região, ainda nos falta terminar de aproveitar o 4G e a evolução para o 5G será progressiva e levará algum tempo. Por outro lado, o Wi-Fi 6 já está disponível no mercado e para ampliar sua cobertura só basta abrir a banda de 6 Ghz. No continente, Estados Unidos e Chile já liberaram o espectro, enquanto que Argentina, Brasil, Canadá, Costa Rica, Colômbia, México e Peru estão em processo de consulta e esperamos que tomem suas resoluções nos próximos meses.

2. Promovendo a experiência e a segurança com sensores

A proliferação de sensores digitais aos usuários de celulares, computadores, wearables, câmeras, etc. é inegável mesmo que já vinham sendo utilizados há algum tempo na manufatura e outras indústrias. Os sensores de saúde para os consumidores, por exemplo, chegam ao nível médicos e auxiliam na descentralização do atendimento de saúde. O mundo esportivo deve ser muito beneficiado tanto para a proteção dos atletas quanto para dar mais emoção e segurança às competições.

Para quem está de volta ao escritório, análises baseadas em dados de sensores ajudarão a ter ambientes mais seguros, saudáveis e produtivos. Câmeras com analíticos permitirão colocar barreiras sanitárias, combinando-os com serviços de localização wireless e plataformas de colaboração, podendo assegurar que a capacidade das áreas comuns não esteja saturada nem subutilizada e, ao mesmo tempo monitorar temperatura, umidade, qualidade de ar, luz e mandar recomendações proativas.

Um estudo da Cisco Global Workforce Survey aponta que 96% das empresas podem prover um melhor ambiente de trabalho utilizando tecnologia para espaços de trabalho inteligentes.

3. As chaves para o futuro: Aplicações habilitadas com agilidade e resiliência

As organizações foram obrigadas a se adaptarem rapidamente durante os primeiros meses de pandemia. O uso de tecnologias em nuvem, auxiliou na criação desta agilidade empresarial, mesmo com aumento do tráfego na web sem encriptação aumentando os riscos de segurança. Empresas médias e pequenas passaram a ter acesso a tecnologias que geralmente eram reservadas para negócios de grande porte.

Depois de alguns meses as aplicações empresariais cruciais para o negócio tinham se convertido em monstros desagregados e altamente distribuídos, difíceis de manter e solucionar. Um excesso de informação que dificultava conectar tecnologia com suas implicações no negócio. Tanto empregados como clientes tornaram-se mais móveis e remotos.

Isso cria uma necessidade de entender os dados e os negócios. Surgiu então uma adoção de tecnologias com inteligência artificial que ajudam a passar do monitoramento tradicional de assistência para a correlação de dados e métricas de negócios a fim de manter aplicativos ágeis.

A Cisco Global Workforce Survey aponta que 5% do CIOs querem melhor análise dos seus negócios. Esse índice é 82% maior nos 6 maiores países.

4. Da experiência do cliente ao entusiasmo pela marca

O crescimento explosivo de celulares e dispositivos inteligentes tem transformado nossa forma de interagir com o mundo. As aplicações móveis estão disponíveis para compras, bancos, aprendizagem e saúde pessoal. Muito utilizados na pandemia de corona vírus, contribuíram de forma significativa para detectar surtos de infecções e a evolução da pandemia. Tanto o setor público quanto o privado, encontraram nos aplicativos móveis uma forma de se conectar com seus usuários que não era possível imaginar alguns anos atrás. Muitos negócios também são executados nesse formato.

Você deseja que sua tecnologia seja perfeita em um mundo onde a aplicação da concorrência está a apenas um clique de distância. Os aplicativos mais avançados possibilitam um relacionamento mais pessoal e com melhores tempos de atendimento. Isso requer capacidade de converter montanhas de informações de tempo real provenientes da rede, em informações acionáveis em tempo recorde. As empresas que alcançam esses recursos irão mesmo passar da automação para ações proativas que surpreendem seus clientes com soluções antes mesmo que os problemas ocorram. É essa combinação de personalização inteligente e imersiva que que transforma a experiência de satisfação do cliente em um relacionamento profundo, ativo, estimulante e, acima de tudo, leal.

Vários grupos de empresários, que buscam compartilhar conhecimento e melhores práticas para alcançar a transformação digital de suas empresas, foram formados nos últimos anos. Uma das estratégias mencionadas como as mais desejáveis e difíceis de implementar corretamente, é a de omnichannel, inclusive, por aqueles que já têm um marketing digital. O uso de centros de contato nascidos com o omnichannel e tecnologias digitais nativas, machine learning e analíticos, fará uma grande diferença versus as que simplesmente agregaram a parte digital ao tradicional centro de contatos de voz.

80% dos CIOs dos seis maiores países da América Latina afirmam que encantar o cliente é mais importante do que sua simples satisfação.

5. Identidade e um futuro sem passwords

O trabalho distribuído, a mobilidade e o uso de soluções na nuvem realmente trouxeram grandes benefícios em escala. Mas isso também é certo que a zona de ataque tem crescido. Pode-se observar um crescimento de 600% em ciberataques com uma sofisticação nunca antes vista. Se isso trouxe algo de bom para a América Latina, é que finalmente chamou a atenção das pessoas que ocupam grandes posições dentro das empresas, ganhando reuniões importantes e n]ao apenas no departamento de TI.

Tanto plataformas como grupos de indústria e provedores de segurança estão trabalhando para um futuro livre de passwords, onde as tecnologias biométricas tenham um papel fundamental. As empresas terão que trabalhar para esta mudança de paradigma e fazê-la de forma segura, resguardando não somente a segurança, como a privacidade dos dados biométricos; que eles se mantenham nos dispositivos pertinentes, sem transmitir informação sensível pela rede, embora seja criptografada.

Um estudo aponta que 80% dos dispositivos móveis utilizados para trabalhar têm biométricos configurados. Isso representa um incremento de 12% nos últimos cinco anos.

6. Modelos de consumo para as tecnologias que realmente necessita

Por muito tempo havia uma única forma de consumir tecnologia: comprava-se o set completo de funcionalidades do software sem se importar se utilizava 90% ou 2%. Este modelo tem evoluído, especialmente com software as a service que habilita as organizações a pagar pelas capacidades e funcionalidades que necessitam atualmente, com possibilidade de facilmente escalar a pacotes mais completos com grande agilidade e em demanda.

Sem se importar se usa um modelo on premises ou na nuvem, cada dia há opções mais flexíveis de licenças por serviço, contratos empresariais “pay-as-you-consume” e você não fica preso em licenças perpétuas em modelo de capex.

A mudança ao modelo “pay-as-you-consume” permite prever os custos com mais facilidade e administrar melhor o gasto com tecnologias de informação. 95% dos CIOs brasileiros e 94% dos mexicanos estão de acordo que é importante para suas empresas.

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