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Indústria de máquinas e equipamentos apresenta indicadores positivos

Indústria de máquinas e equipamentos apresenta indicadores positivos

Desde julho, o desempenho da indústria de máquinas e equipamentos começou a apresentar indicadores positivos. Os dados, divulgados no fim de agosto, são Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).


A receita líquida de julho foi de aproximadamente R$ 12,5 milhões, um crescimento de cerca de 30% em relação ao mês anterior. Na comparação com julho de 2019, a ascensão foi de 15%. No acumulado do ano até julho a receita líquida foi de quase R$ 70 milhões. Esse valor é, porém, 4,6% inferior ao mesmo período do ano passado.


Julho foi o primeiro mês positivo desde março. Segundo a Abimaq, a retomada de atividades de importantes empresas, paralisadas pela pandemia de corona vírus, é o principal fator. 


Ainda conforme a Abimaq, mesmo com indicadores positivos, ainda não é possível falar em recuperação já que no acumulado do ano, o desempenho ainda é negativo. A sinalização de que a pior parte da pandemia já passou, pode trazer mais confiança ao empresário do setor no segundo semestre.

Consumo

O brasileiro também abriu mais a carteira em julho. O consumo aparente também deu um salto. Os pouco mais de R$ 16 milhões obtido no mês, são 28,8% maior do que no mês anterior e 18,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O volume de cerca de R$ 100 milhões no acumulado dos sete primeiros meses de 2020 foi 9,8% maior do que os sete primeiros meses de 2019.


Conforme a Abimaq, o crescimento do consumo aparente foi puxado pelas vendas internas e pode estar relacionado às compras reprimidas de máquinas devido à paralisação das atividades de forma que a alta pode representar tanto de parte da produção, como da comercialização de máquinas no mercado nacional.


A Abimaq acredita que será necessário acompanhar o desempenho do consumo aparente nos próximos meses para verificar se o indicador permanecerá no mesmo ritmo. Se confirmado, pode apontar a disposição dos empresários para investir ou se foi um evento pontual e passageiro.

Comércio exterior

Com crescimento de 25,7% em relação ao mês anterior, as exportações setoriais somaram US$ 620 milhões em julho. Mesmo com o crescimento, as vendas externas ficaram em queda. Comparando com julho de 2019, o volume é 33,3% menor. Neste cenário, tendo como base o mesmo mês do ano anterior, é a quinta queda consecutiva. No acumulado até julho, as exportações foram 26,8% menores que no mesmo período do ano anterior.


A expectativa da Abimaq para os próximos meses é de que as vendas no mercado externo melhores. Há pesquisas que indicam recomposição das empresas clientes no exterior. 


Vários segmentos tiveram altas nas vendas externas no mês de julho. O principal destaque foi das exportações de componentes para a indústria de bens de capital: um salto de 60,3%. No acumulado do ano, o único setor que apresentou aumento nas exportações foi o de máquinas para a agricultura, com crescimento de 1%.


As importações somaram US$ 1.139,34 milhões no mês de julho, refletindo crescimento de 24,5% em relação ao mês anterior e queda de 18,3% em relação a julho de 2019. No acumulado do ano, as importações somaram US$ 9.195 milhões, um crescimento de 2,4% em relação aos primeiros sete meses de 2019.


A indústria de máquinas e equipamentos sofreu forte redução no nível de utilização da capacidade instalada no mês de junho. Porém, em julho, o setor voltou a operar com média similar à do início do ano: 74%. Esse patamar está alinhado com o nível de utilização da capacidade instalada de 2017. 


A carteira de pedidos permanece estável desde o início do ano, com média de nove semanas para o atendimento.

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