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Venda de máquinas ao exterior deve aumentar após 1,5 ano de dólar forte

12 de Abril, 2016

A exportação de máquinas e equipamentos não reflete o real desvalorizado, o que só deverá ocorrer no segundo semestre, cerca de um ano e meio após o início das altas mais expressivas do dólar, avalia a ABIMAQ (entidade do setor).

 

Em fevereiro, as vendas ao exterior somaram R$ 583,3 milhões, queda de 1,8% sobre o mesmo mês do ano anterior. "O setor de maquinário leva mais tempo para reagir, e o câmbio começou a se mexer no meio de 2015", diz Mario Bernardini, da entidade. "Calçados e alimentos respondem mais rapidamente."

 

No primeiro bimestre deste ano, a participação da América Latina no total de exportação de bens de capital caiu 9,3%, na comparação com igual período de 2015. Se considerado o comércio apenas com o Mercosul, a retração é maior, de 11,6%. A tendência de queda nas exportações para a América Latina ocorre pela menor capacidade de investimento dessas economias, com a perda no preço das commodities.

 

A perspectiva do setor agora é passar a vender mais para vizinhos que têm se saído um pouco melhor nos últimos anos, como Peru e Colômbia. "Caso o câmbio se fixe em um patamar competitivo, e não haja tanta volatilidade, devemos perceber a melhora do cenário."

 

No mês de fevereiro, a receita líquida do setor teve queda de 24,1% em relação a janeiro. "Um dos impactos mais visíveis é no segmento de óleo e gás", diz ele.

 

Fonte: ABIMAQ