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Transmissões automotivas: tendências e desafios de usinagem

04 de Novembro, 2014

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O mercado de transmissões automotivas evolui a cada dia e se torna mais exigente e complexo. Para acompanhar essas mudanças, é preciso garantir a eficiência e a confiabilidade das operações de usinagem.

 

O primeiro carro fabricado em território nacional acaba de completar 58 anos. Trata-se do simpático e saudoso Romi-Isetta. O compacto de carroceria pequena e linhas arredondadas foi produzido pela primeira vez em setembro de 1956 na cidade de Santa Bárbara d’Oeste (SP), onde até hoje funciona a sede da Indústrias Romi.

 

Foram produzidos cerca de 3 mil veículos, uma quantidade pequena, mas o suficiente para colocar o Brasil de uma vez por todas na rota das montadoras. Hoje o país possui uma cadeia automotiva altamente estruturada e competitiva, além de contar com uma frota circulante superior a 80 milhões de unidades, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN).

 

Para abastecer esse mercado gigantesco, o Brasil dispõe de centenas de fabricantes de autopeças. Entre os milhares de peças e componentes que abastecem a cadeia automotiva, as transmissões têm um papel de destaque. São elas as responsáveis por transferir para as rodas a potência gerada no motor pela queima de combustível.

 

Sistema de transmissões – principais modelos e características

 

Um dos principais componentes do sistema de transmissão é a caixa de câmbio, composta por engrenagens de diferentes tamanhos, luvas, coroas, eixos primário e secundário, entre dezenas de outras peças e mecanismos. Porém, “não existe uma fórmula única, cada modelo de transmissão possui uma estrutura diferente”, explica Eduardo Debone, driver global da Sandvik Coromant, na área de motores automotivos.

 

Elas também variam de acordo com sua configuração, podendo ser longitudinal (para tração traseira) ou transversal (para tração dianteira). Já em relação aos tipos de transmissão presentes no mercado, destacam-se os modelos: Manual (MT), Automatizada (AMT), Automática (AT), Continuamente Variável (CVT) e de Dupla Embreagem (DCT).

 

No Brasil, entretanto, a produção ainda é majoritariamente de transmissões manuais, uma realidade distante dos mercados europeu e norte-americano, que lidam também com sistemas eletrônicos e automáticos. Mas, seja qual for o modelo empregado, as exigências do mercado são as mesmas. É preciso garantir a resistência e a segurança do sistema e, ao mesmo tempo, reduzir seu peso e torná-lo mais eficiente. Sistemas mais leves e eficientes, inclusive, atendem a outra exigência fundamental do mercado: veículos menos poluidores. Nesse cenário, a usinagem tem um papel fundamental, pois está diretamente ligada à escolha dos materiais e ao custo por peça produzida.

 

Fonte: O Mundo da Usinagem