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Santa Catarina registra menor índice de desempregados do Brasil

19 de Maio, 2015

A taxa de desemprego do país fechou o primeiro trimestre deste ano em 7,9%, o equivalente a 7,934 milhões de pessoas sem trabalho. É a maior desde o mesmo período de 2013. Santa Catarina foi na contramão e apresentou a menor taxa de desocupação do país. O Estado registrou um contingente de 3,9% de desocupação, bem abaixo da média nacional. Os dados fazem parte da Pnad-C (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) e foram divulgados no início de maio pelo IBGE.

 

Os números nacionais apontam que mais pessoas estão procurando emprego, mas a geração de vagas é menor. No trimestre imediatamente anterior, a taxa foi de 6,5%. No primeiro trimestre de 2014, o desemprego foi de 7,2%, o que significa uma adição de cerca de 900 mil pessoas entre a população desocupada no período de um ano. O número leva em consideração apenas quem procura emprego, mas não encontra, ou seja, quem deixa de buscar emprego sai dessa conta.

 

Apesar do aumento do desemprego, o rendimento real (já descontada a inflação) tem se mantido estável. Ele foi de R$ 1.840 mensais no primeiro trimestre de 2015, exatamente o mesmo do primeiro trimestre de 2014 e acima do rendimento observado no quarto trimestre de 2014, que era de R$ 1.825, uma alta de 0,8%.

 

O nível de ocupação, ou seja, o percentual daqueles em idade para trabalhar que estão empregados, foi de 56,2% no primeiro trimestre, o equivalente a 92,023 milhões de pessoas. O número é uma queda frente ao quarto trimestre de 2014, quando o nível de ocupação era de 56,9%. Também é menor que o do primeiro trimestre de 2014, quando o percentual era de 56,8%.

 

A região Nordeste liderou o desemprego do país, com taxa de 9,6%. O destaque negativo ficou para o Rio Grande do Norte, com a maior taxa do país (11,5%). A região Sul teve a menor taxa de desemprego, de 5,1%. No Sudeste, o desemprego foi de 8% no primeiro trimestre deste ano, um quadro de piora em relação aos três últimos meses de 2014 (6,6%).

 

A Pnad investiga 70 mil domicílios em todas as regiões do país e deve substituir a PME (Pesquisa Mensal de Emprego), que pesquisa 44 mil domicílios nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil.

 

Fonte: FloripAmanhã