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Pouco investimento e atraso nas obras da BR-101 afetam indústria

13 de Agosto, 2013

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Em cinco anos de concessão do trecho Norte da BR-101 para a concessionária Autopista Litoral Sul, apenas 17,24% das obras de melhoramento previstas em contrato foram executadas até o ano passado. A constatação é do engenheiro Ricardo Saporiti, que vistoriou a rodovia nos meses de junho e julho últimos para um levantamento da situação, com o apoio do CREA/SC. A intenção do presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, é apresentar os dados ao diretor geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Jorge Luiz Macedo Bastos, em Brasília.

Contratado pela Fiesc, Saporiti também apurou que a duplicação do trecho Sul da BR-101 só deverá ser concluída no final de 2017. O dossiê desta situação será levado pela Fiesc ao presidente do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Paulo Sérgio Oliveira Passos. 

Com pedágio nos 382 quilômetros entre Palhoça e Curitiba, a concessionária Autopista Litoral Sul teve uma receita de R$ 174,1 milhões em 2012, valor 11,1% superior ao registrado em 2011. A tarifa de pedágio, que em fevereiro de 2008 era de R$ 1,028, passou para R$1,70 em fevereiro de 2013. "Isso contempla a variação da inflação pelo IPCA e as revisões que são feitas para assegurar o equilíbrio financeiro do contrato (considerando investimentos realizados pela concessionária e os valores pagos pelos usuários)", explica. O estudo sugere que nas reprogramações que definem a tarifa, pela ANTT, seja considerada a falta de cumprimento do contrato por parte da concessionária. A Fiesc vai propor ao diretor geral da ANTT que os investimentos não realizados sejam exigidos da concessionária. 

Em relação à conservação do trecho Norte, nos registros técnicos constantes da análise expedita feita para a Fiesc, constam os resultados de análises feitas por empresa especializada, em que se deduz que as irregularidades do pavimento aumentaram muito desde abril de 2008. 

A implantação da alça de Contorno de Florianópolis, que deveria ter sido concluída em fevereiro de 2012, foi postergada para fevereiro de 2015 e terá que ser revista por causa da construção de um conjunto habitacional na faixa de domínio do projeto original. Isso vai exigir alterações significativas no novo traçado, inclusive com a construção de seis túneis.

Conforme o estudo da FIESC, são obras que exigirão grandes investimentos, os quais trarão impacto significativo na tarifa básica de pedágio e nas previsões orçamentárias. A previsão inicial de investimento no Contorno era de R$ 343,2 milhões. A análise da Fiesc registra também que as constantes prorrogações das conclusões das obras das vias marginais e ruas laterais programadas para Biguaçu, Porto Belo, Itapema, Balneário Camboriú, Itajaí, Navegantes, Piçarras, Barra Velha, Joinville, Garuva e São José dos Pinhais, têm acarretado prejuízos significativos na fluidez do tráfego e insatisfação dos usuários, proprietários e empreendedores às margens da rodovia.

Fonte: Economiasc