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Novos ministros da área econômica do governo federal são anunciados

09 de Dezembro, 2014

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O governo escalou um banqueiro, notório cortador de gastos e um funcionário de carreira notório por acelerar investimentos, para tentar fazer a economia brasileira sair do buraco fiscal e voltar a crescer.

 

Antes do convite para o Ministério da Fazenda, Joaquim Levy chefiava a área de investimentos do Bradesco. Ele é engenheiro naval e doutor em economia e tem larga experiência no setor público.

 

No Ministério do Planejamento entra Nelson Barbosa, outro doutor em economia que já atuou em vários setores do governo, inclusive na Assessoria Econômica do Planejamento, e hoje é professor universitário.

 

No Banco Central, permanece Alexandre Tombini, que também é economista e trabalhou na representação brasileira no FMI, em Washington. Ele é funcionário de carreira do Banco Central e chegou à presidência da instituição em 2011. Ele vai continuar no cargo, como foi anunciado na quinta-feira (27). A presidente Dilma Rousseff não participou do anúncio oficial dos novos ministros, em Brasília.

 

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O anúncio coube ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann. As primeiras palavras de Joaquim Levy, indicado para o cargo de ministro da Fazenda, foram lidas e já na segunda frase, veio o recado:

 

“O objetivo imediato do governo e do Ministério da Fazenda do Brasil é estabelecer uma meta de superávit primário para os três próximos anos”, declara Joaquim Levy, ministro indicado da Fazenda.

A meta da nova equipe econômica é um superávit primário de 1,2% do PIB em 2015 e de no mínimo 2% em 2016 e 2017.

 

“Alcançar essas metas é fundamental para aumento da confiança na economia brasileira e criará a base para retomada do crescimento econômico, e a consolidação dos avanços sociais, econômicos e institucionais realizados nos últimos 20 anos”, afirma Levy.

 

Nelson Barbosa, indicado para o Ministério do Planejamento, adiantou os principais desafios: “Trabalharei na adequação da proposta orçamentária de 2015 ao novo cenário macroeconômico e ao objetivo de elevação gradual do resultado primário”.

 

“Darei continuidade ao processo de melhoria da eficiência do gasto público, mediante a modernização da gestão e avaliação de custo e benefício dos diversos programas de governo, em colaboração com os demais ministros”, diz Nelson Barbosa, ministro indicado do Planejamento.

 

Alexandre Tombini, que permanece no Banco Central, quer que a inflação retorne ao centro da meta, de 4,5% ao ano.

 

“O patamar ainda elevado da inflação acumulada em 12 meses reflete, em parte, a ocorrência de dois importantes processos de ajuste de preços relativos na economia, a saber: o realinhamento dos preços domésticos em relação aos internacionais; e o realinhamento dos preços administrados em relação aos preços livres”, declara Alexandre Tombini, presidente do Banco Central.

 

Durante pouco mais de 40 minutos, os ministros indicados defenderam que é preciso apertar os cintos para reequilibrar as contas públicas. Joaquim Levy disse que pode haver cortes.

 

”Algumas coisas que vêm sendo discutidas, que vão no caminho de se diminuir despesas”, explica Levy.

 

A equipe que vai assumir a área econômica negou um possível pacote fiscal com medidas em bloco; desconversou sobre aumento de impostos e deixou claro que conta com a iniciativa privada, para fazer a economia voltar a crescer.

 

“O Ministério da Fazenda também trabalhará incessantemente para o setor privado poder ampliar a oferta de bens e produtos no Brasil, com políticas que ajudem a aumentar a nossa produtividade, base do crescimento da renda do trabalho”, garante Joaquim Levy, ministro indicado da Fazenda.

 

Fonte: G1