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Novas técnicas industriais visam reduzir o uso de matérias-primas

18 de Agosto, 2015

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O programa Ciência Sem Limites da TV Unesp apresentou no último dia 10 uma reportagem sobre novas técnicas industriais que visam reduzir o uso de matérias-primas no processo de usinagem. Na reportagem, o pesquisador Eduardo Carlos Bianchi, da Unesp de Bauru, fala sobre a usinagem de precisão, ou de abrasão, que é uma técnica utilizada na indústria para dar acabamento de qualidade a uma peça de metal ou cerâmica. Bianchi mostra que é possível utilizar ferramentas que economizam insumos mantendo a qualidade do material.

 

Na usinagem de precisão, é utilizado o fluído de corte, que tem a função de baixar a temperatura durante o processo de usinagem e lubrificar a máquina e o processo em si, evitando a corrosão do material usinado e as partes envolvidas.

 

O fluído de corte é uma mistura de água e óleo específico. Grandes empresas tem um reservatório grande do fluído devido à quantidade que é utilizada no processo de usinagem. Esse fluído precisa ser tratado diariamente, onde é realizado o controle do pH, concentração e limpeza.

 

O fluído de corte é reutilizável, porém, além do tratamento diário, quando chega o momento de descarte do mesmo e aquisição de um novo, a empresa precisa contratar outra empresa autorizada para fazer a coleta e descarte correto do material, gerando um custo elevado.

 

Uma técnica relativamente nova no Brasil visa substituir o grande volume de fluído de corte que é utilizado no processo de usinagem. A técnica é conhecida como Mínima Quantidade de Lubrificação (MQL), que reduz o óleo e praticamente não utiliza água. É a mistura de óleo e ar comprimido onde a aplicação é realizada na região de corte com o controle da velocidade e pressão, penetrando na região de corte, lubrificando e refrigerando. Com a diminuição considerável da quantidade de água e óleo, reduz custos para a empresa e diminui o impacto no meio ambiente.

 

O MQL é aproveitado uma única vez, visto que a quantidade utilizada é muito pequena. O descarte pode ser feito na atmosfera, sem necessidade de contratação de empresa autorizada.

 

Dependendo dos cuidados realizados durante o processo, o método MQL pode ser mais vantajoso do que o método tradicional, se observado o resultado final.

 

Confira a reportagem: https://www.youtube.com/watch?v=roWb4OHmcws

 

Fonte: TV Unesp