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Indústria de máquinas brasileiras se mantém como uma das principais do mundo

23 de Janeiro, 2014

Apesar dos desafios que o momento econômico impõe, a indústria de bens de capital brasileira é uma das mais tradicionais e resilientes do país e surpreende, ano após ano, com a conquista de novos clientes e garantindo sua qualidade. Quem afirma é a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). O consumo interno de bens de capital permaneceu estável com leve alta até setembro de 2013. A expectativa é de que o cenário deva melhorar ainda mais. A entidade acredita que o setor conseguirá aprovar junto ao governo o regime “Inovar Máquinas”, de incentivo à agregação de valor de tecnologia às máquinas produzidas no Brasil.

Carlos Pastoriza, secretário da presidência da Abimaq, afirma que houve uma recuperação da produção no segundo semestre do ano passado e aponta os vilões que impedem um melhor desempenho do setor. “As razões são os suspeitos de sempre: custo Brasil, taxa de câmbio e a profusão de regimes tributários com viés importador”.

Mesmo assim, o empresário exalta as conquistas da entidade neste ano, como a prorrogação da linha PSI do BNDES e a desoneração da folha de pagamento para as indústrias. Ainda de acordo com a Abimaq, de janeiro a setembro de 2013, o consumo de produtos dessa indústria foi de R$ 90,909 bilhões, 7,1% superior ao mesmo período de 2012. Mesmo eliminando o efeito cambial, o resultado permanece positivo com alta de 1,2%. Em setembro as exportações chegaram ao valor de US$ 1 bilhão. Ao longo do ano até setembro, as exportações corresponderam a 32% do faturamento.

Qualidade nacional

Segundo a Abimaq a indústria brasileira não deve em qualidade para nenhuma parte do mundo. Prova disso são os principais clientes importadores de produtos nacionais. “Entre nossos principais destinos das exportações, apesar das dificuldades, estão Estados Unidos, Alemanha, Itália, ou seja, países altamente industrializados e com tradição na produção de maquinário”, diz Pastoriza. Em setembro de 2013, os Estados Unidos voltaram a ocupar a segunda posição no ranking dos principais compradores de máquinas e equipamentos do Brasil.

“Temos nos empenhado para que o Inovar Máquinas saia rapidamente, o que compensaria a falta de isonomia. A Abimaq está concentrada no esforço de reunir dados para o governo federal”, explica o executivo. “Contudo, neste ano, alguns segmentos tiveram comportamento bom, e destaco aqueles de implementos agrícolas e o setor de equipamentos para máquinas rodoviárias. No campo, as commodities têm apresentado preços interessantes, e o agricultor consegue comprar mais”.

Fonte: O Mundo da Usinagem