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FIESC revela ações que garantem futuro dos setores metalmecânico e de metalurgia

14 de Outubro, 2014

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A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) revelou nesta sexta-feira (3), em Joinville, 197 ações que devem ser tomadas para garantir o desenvolvimento dos setores de metalurgia e metalmecânica do Estado até 2022. São iniciativas que devem ser tomadas por indústrias, governos, instituições de ensino e pesquisa, e pela própria Federação, para que estes segmentos sigam competitivos em Santa Catarina. Elas foram definidas após estudos e debates com industriais e especialistas do setor e visam a contornar empecilhos vividos pelas companhias. As 197 propostas são a rota pra atingir as visões de ser referência em competitividade, pólo de excelência em pesquisa, desenvolvimento e inovação e modelo de sustentabilidade. Os fatores críticos foram divididos em gestão e tecnologia, infraestrutura, políticas públicas, recursos humanos e cultura empresarial, cultura para a inovação, interação universidade - empresa, cultura para a sustentabilidade e regulamentação.

 

Entre as ações sugeridas estão a melhoria da infraestrutura de transportes e a redução dos custos com energia. O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, lembrou que estes fatores afetam todos os setores industriais do Estado. “Não há qualquer iniciativa de planejamento para resolver a situação da BR 101 Norte”, disse, destacando que a rodovia duplicada já está em situação caótica e registra graves congestionamentos, especialmente no verão, enquanto o trecho Sul não deverá estar completamente pronto antes 2017. “Já precisamos de uma nova ligação com o Paraná, que estamos chamando de BR 102”, disse. A energia cara em Santa Catarina, com participação de quase 50% de impostos e encargos na tarifa, também foi destacada por Côrte como um obstáculo que retira competitividade de todos os segmentos industriais.

 

O evento em Joinville marca a conclusão da segunda etapa do Programa de Desenvolvimento Industrial Catarinense (PDIC 2022), desenvolvido pela Federação. Nos próximos meses, serão apresentadas outras 15 rotas de crescimento setorial que irão, juntamente com o material apresentado em Joinville, compor o Masterplan do setor produtivo do Estado até 2022. Quando finalizado, o programa irá possibilitar que as oportunidades de crescimento sejam absorvidas pelo setor industrial posicionando Santa Catarina de maneira competitiva em âmbito nacional e internacional. Um esforço institucional será feito pela Federação para garantir o envolvimento de empresas, governo, terceiro setor e instituições de ensino com as pautas e demandas levantadas pelo documento.

 

O mesmo trabalho está sendo realizado em outros 15 setores produtivos catarinenses: agroalimentar, bens de capital, celulose e papel, cerâmica, construção civil, economia do mar, energia, indústrias emergentes, meio ambiente, móveis e madeira, produtos químicos e plástico, saúde, tecnologia da informação e comunicação, têxtil e confecção e turismo. O diretor da FIESC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, diz que as revelações do PDIC também têm sido utilizadas na revisão e reposicionamento dos serviços oferecidos pelas entidades da Federação às indústrias do Estado.

 

Histórico - Lançado em 2012, o PDIC teve como primeira etapa a realização de estudos que apontaram os setores produtivos mais promissores de Santa Catarina. Foram identificados, com base em pesquisas, 16 segmentos "portadores de futuro" em todas as regiões do Estado. Na sequência, em associação com universidades e instituições de pesquisas, foram realizados estudos e painéis relativos a todos os setores, com atividades em Balneário Camboriú, Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Joinville, Lages e São Bento do Sul. E agora, com o lançamento das rotas estratégias que comporão o Masterplan, tem início a terceira etapa do PDIC 2022.

 

 

Fonte: FIESC

Foto: Heraldo Carnieri