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Era digital chega ao chão de fábrica como a quarta revolução industrial

28 de Outubro, 2014

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Em plena era digital, a indústria não poderia ficar de fora. A mudança é tão intensa que os novos processos eletrônicos já são considerados como a quarta revolução industrial.

 

Depois da invenção das máquinas a vapor, que mecanizaram as atividades, do início da produção em série e dos processos de automatizados (robôs) na década de 70, a nova onda digital chega ao chão de fábrica e promete também criar uma nova ordem de transformação.

 

Como todas as outras revoluções, essa também deve moldar o futuro trazendo o conceito da indústria 4.0, na qual a competitividade é vista como prioridade para fazer frente à concorrência internacional. Segundo o chefe mundial de novas estratégias da Siemens, Horst J. Kayser, a nova onda aumenta não só a eficiência das empresas (reduzindo em até 40% os custos com energia), como também encurta o tempo de mercado (com lançamentos em menos tempo, cerca de 20% a menos), além de garantir maior flexibilidade, podendo fabricar diversos itens em uma única linha.

 

Dificuldades

 

A mudança, porém, não é simples. Tanto que hoje só avança na Alemanha, berço da engenharia industrial, e na China, onde o setor produtivo caminha a passos largos. Mas na opinião de Kayser países como o Brasil precisam apostar nisso, como forma de criar valor para sua produção e, assim, evitar futuros problemas como vem ocorrendo com a crise vivida pela indústria no País.

 

Atualmente, o setor produtivo é um dos mais afetados pela desaceleração da economia. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,2% no primeiro trimestre deste ano em relação aos três últimos meses de 2013. O ritmo piorou no segundo trimestre culminando na queda de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Dessa forma, a participação da indústria de transformação no PIB nacional caiu dos cerca de 27% na década de 80 para os atuais 13%, o que indica que algo precisa ser feito para provocar uma mudança urgente, elevando sua competitividade com a implementação da visão da indústria do futuro.

 

Isso, aliás, é o que está sendo feito pelos Estados Unidos, que vêm acompanhando de perto essa mudança na produção e deve investir como forma de fortalecer sua indústria novamente, num processo de reindustrialização do país, segundo o executivo.

 

A digitalização da produção se encontra com o que os especialistas em tecnologia denominam de internet das coisas. A ideia é que, cada vez mais, o mundo físico e o digital se tornem um só, através de dispositivos que se comuniquem com os outros, os data centers e suas nuvens. Com isso, as máquinas vão estar interligadas num sistema e gerenciamento inteligente que tornará todo o processo com menos falhas.

 

Investimentos

 

Estima-se que mais de US$ 13 bilhões serão investidos nas próximas décadas para a modernização da indústria em todo mundo. Mas o caminho é considerado inevitável, devido à sua eficiência. O melhor exemplo disso foi da Alemanha, que vem conseguindo driblar a crise mundial e se sair bem no cenário global, graças, principalmente, por ter se mantido como uma potência em inovação industrial.

 

Alguns estudos apontam que a Europa deveria investir cerca de 90 bilhões de euro por ano em digitalização nos próximos 15 anos para que ela se mantenha a frente e competitiva, garantindo sua posição e agregando valor ao processo.

 

A boa notícia é que todo este investimento traria, em contrapartida, níveis mais elevados de rentabilidade.

 

No Brasil, os novos conceitos já começam a ser testados em setores como automotivo e aeroespacial e reduz em mais de 50% o tempo de produção, de acordo com a companhia.

 

Fonte: DCI