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Empresas de Santa Catarina seguem crescendo no Sul

14 de Outubro, 2013

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Uma economia diversificada e que se distribui por todo o Estado, com grandes empresas expoentes e que manteve o crescimento mesmo com a quebra histórica da safra em 2012. Essa é a definição do ranking 500 Maiores do Sul, elaborado pela Revista Amanhã em parceria com a PwC, para a economia em Santa Catarina. Com 124 empresas presentes no ranking, as maiores catarinenses foram o grande destaque da pesquisa.

A divisão do ranking favorece o Rio Grande do Sul, que conta com 201 empresas na lista, seguido pelo Paraná, com 175. No entanto, as catarinenses lideram o Valor Ponderado de Grandeza (VPG – cálculo feito com base em patrimônio líquido, receita bruta e lucro ou prejuízo da empresa), principal indicador do estudo. O valor somado das 100 maiores de Santa Catarina chegou a R$ 86,7 bilhões, o que representa um aumento de 21,2% em relação a 2011. Ainda somando os números das 100 maiores do Estado, a receita bruta das catarinenses cresceu mais de 25% em um ano.

Embora os lucros somados das catarinenses do ranking tenha caído 8,3% em relação a 2011, Santa Catarina ainda se destaca pela rentabilidade. Na média estabelecida entre o valor ativo total das empresas, as catarinenses aparecem disparadas na frente com 7,4%, enquanto Rio Grande do Sul tem 4,9% e Paraná 3,9%. Neste quesito, a Bunge Alimentos, de Gaspar, foi o grande destaque, com um aumento de 78% na receita bruta.

A divisão das maiores do Estado

Entre as 10 maiores do ranking, quatro empresas são catarinenses: a BRF Brasil Foods (2ª), de Concórdia; a Bunge (3ª); a Tractebel Energia e Controladas (8ª), de Florianópolis; e o Grupo WEG (10ª), de Jaraguá do Sul. Entre as líderes setoriais, seis empresas do Estado aparecem com a maior receita bruta: Bunge em alimentos e bebidas, Liderança Serviços (São José) em higiene e limpeza, Grupo WEG em máquinas e equipamentos, Grupo Tigre (Joinville) em materiais de construção, Tupy S/A e controladas (Joinville) em metalurgia, e a Cia. Hering (Blumenau) em têxtil e confecções.

Entre as mais rentáveis de cada setor, SC ainda aparece no setor automotivo com a ZM S/A (Brusque), entre as cooperativas de produção com a Cooperativa Agropecuária de Jacinto Machado (Jacinto Machado), em eletroeletrônicos com a Intelbras (São José), madeira e florestamento com a Brochmann Pollis (Curitibanos), e têxtil, o único setor liderado por duas catarinenses, com a também blumenauense Dudalina sendo a mais rentável. Na prática, a cada R$ 4,00 que entram no caixa da Dudalina, descontados os impostos, R$ 1,00 é de lucro.

A pesquisa apresenta também as empresas que lideram cada indicador na pesquisa. Em Santa Catarina, o maior VPG e o maior patrimônio líquido são da BRF Brasil Foods, e a Bunge possui a maior receita bruta e maior capital de giro próprio. A Union Armazentamento e Operações Portuárias, de Imbituba, é a 58ª no ranking das catarinenses, mas possui o menor endividamento do estado e a maior liquidez. As empresas de energia também aparecem, com a Tractebel Energia e Controladas liderando o estado no quesito lucro líquido, enquanto a WF 2 Holding, de Jaraguá do Sul, obteve o maior crescimento de receita.

A metalúrgica de Joinville Wetzel, que no ranking das 500 ocupa a 368ª posição, destacou-se em 2012 com a maior rentabilidade sobre o patrimônio entre as catarinenses, e no quesito maior rentabilidade sobre a receita, a liderança é da Brochmann Pollis.

Economia distribuída

Ao analisar as catarinenses que se destacaram no ranking, fica claro outro ponto em que o Estado se diferencia no Sul. No Rio Grande do Sul e no Paraná, a maior concentração de empresas no ranking está nas capitais, Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR). Somente em Santa Catarina o cenário é alterado, com Joinville liderando o ranking com 18 empresas, seguido por Florianópolis com 17 e Blumenau 10. Ao todo, 42 cidades estão representadas pelas 124 empresas catarinenses do ranking.

No lado negativo da balança, Santa Catarina é o estado onde as maiores empresas lideram o ranking de endividamento. Aqui, a média das dívidas corresponde a 55,2% dos ativos totais. Embora algumas empresas catarinenses tenham contribuído para fazer com que os prejuízos tenham aumentado no Sul (caso da Celesc, por exemplo, que teve perdas de R$ 258,4 milhões), o Estado ainda mantém prejuízos bem abaixo do Rio Grande do Sul, que liderou esta estatística. As empresas gaúchas perderam R$ 1,9 bilhão em 2012, enquanto o número das catarinenses fica perto de R$ 0,7 bilhão. Confira abaixo a lista das 10 maiores empresas do Sul, segundo o ranking da Revista Amanhã:

1 - Grupo Gerdau (RS)

2 - BRF Brasil Foods (SC)

3 - Bunge Alimentos (SC)

4 - Vivo S/A (PR)

5 - HSBC Bank Brasil S/A (PR)

6 - Copel e Controladas (PR)

7 - Renault do Brasil (PR)

8 - Tractebel Energia e Controladas (SC)

9 - Banrisul - Banco do Estado do RS (RS)

10 - Grupo WEG (SC) 

Fonte: Noticenter

Foto: Divulgação