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Dilma troca comando do Itamaraty e conclui reforma ministerial

06 de Janeiro, 2015

O Palácio do Planalto confirmou no dia 31/12/2014, por meio de nota oficial, a nomeação de mais 14 ministros para o segundo mandato. O anúncio traz apenas uma última mudança: o embaixador do Brasil em Washington, Mauro Vieira, será o novo ministro das Relações Exteriores no lugar de Luiz Alberto Figueiredo. Com o comunicado, a presidente Dilma Rousseff conclui a reforma ministerial a tempo de fazer a foto oficial com o novo ministério na solenidade de posse, programada para esta quinta-feira.

 

No comunicado, Dilma agradece a dedicação do embaixador Luiz Alberto Figueiredo no comando do Itamaraty e informa que ele assumirá a embaixada brasileira nos Estados Unidos, no lugar de Mauro Vieira. Nos bastidores, Dilma sofria pressão para substituir Figueiredo, que, na avaliação de integrantes do governo, teria levado o Itamaraty a uma situação de desprestígio no governo e no cenário internacional. A presidente também sofria pressão para nomear um diplomata com mais experiência e trânsito para resgatar o comércio exterior e tentar retomar o crescimento econômico.

 

Dilma levou pouco mais de um mês para concluir a reforma ministerial: os primeiros anúncios foram formalizados no dia 27 de novembro, com a confirmação da nova equipe econômica. O PT perdeu espaços privilegiados na Esplanada, como o Ministério da Fazenda e a Pasta da Educação, que foi para o governador do Ceará de saída do cargo, Cid Gomes (Pros). Também teve pleitos negados como o Ministério do Esporte e o Ministério do Trabalho, que ficaram, respectivamente, com George Hilton (PRB) e Manoel Dias (PDT), mantido no posto.

 

A nota oficial divulgada nesta quarta também confirma a permanência nos cargos de nomes que já eram considerados certos no segundo mandato, como Aloizio Mercadante na chefia da Casa Civil, José Eduardo Cardozo no Ministério da Justiça, Arthur Chioro no Ministério da Saúde e Tereza Campello no Desenvolvimento Social, na coordenação do programa Bolsa Família. No entanto, houve surpresas, como a manutenção do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Thomas Traumann, que havia pedido para deixar o cargo por motivos pessoais.

 

Antes, Dilma já havia anunciado Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), Alexandre Tombini (Banco Central), Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Aldo Rebelo (Ciência Tecnologia e Inovação), Cid Gomes (Educação), Edinho Araújo (Secretaria de Portos), Eduardo Braga (Minas e Energia), Eliseu Padilha (Secretaria de Aviação Civil), George Hilton (Esporte), Gilberto Kassab (Cidades), Helder Barbalho (Secretaria de Pesca e Aquicultura), Jaques Wagner (Defesa), Kátia Abreu (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Nilma Lino Gomes (Secre taria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), Valdir Simão (Controladoria-Geral da União), Vinicius Lages (Turismo), Antonio Carlos Rodrigues (Transporte), Gilberto Occhi (Integração), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência), Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário), Pepe Vargas (Relações Institucionais), Ricardo Berzoini (Comunicações), Carlos Gabas (Previdência) e Juca Ferreira (Cultura).

 

Fonte: Valor Econômico