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Construção estima crescer 2,8 por cento em 2014

11 de Dezembro, 2013

O PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil brasileira deverá crescer 2,8% em 2014, se o PIB do país se elevar em 2%. Já o emprego formal no setor deverá apresentar alta de 1,5%, enquanto a produção de materiais aumentará 3,6%. A taxa de investimento ficará em 19,8% do PIB. Estas foram as projeções que o presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Sergio Watanabe, anunciou em entrevista coletiva à imprensa, em 2 de dezembro, na sede da entidade. A coletiva também contou com as participações do vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, e da coordenadora de estudos de construção civil da FGV (Fundação Getulio Vargas), Ana Maria Castelo.

 

Para 2013, o SindusCon-SP projeta crescimento de 2% para o PIB da construção e de 2,5% para o PIB do país. A taxa de investimento deverá ficar em 19,3% do PIB, o emprego formal na construção deverá aumentar 1% em relação a 2012, com crescimento de 2,6% na produção de materiais.

 

Embora o nível de emprego formal da construção brasileira tenha registrado estabilidade em outubro, ainda assim acumulava crescimento de 0,77% em 12 meses. Em outubro, o setor empregava 3 milhões 545 mil trabalhadores. O Estado de São Paulo tinha naquele mês 905 mil trabalhadores com carteira, alta acumulada de 1,25% em 12 meses.

 

No segmento imobiliário, a queda do emprego em outubro, em relação ao mês anterior, foi de 0,07%, enquanto no setor de infraestrutura esta taxa cresceu 0,36%.

 

Setor quer novos estímulos

 

A 57ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção, realizada em novembro pelo SindusCon-SP e pela FGV, mostrou que as empresas estão confiantes no crescimento de médio e longo prazo, mas veem necessidade de novos estímulos para a economia e de uma nova versão para Minha Casa, Minha Vida.  Outro sinal positivo são as expectativas sobre investimentos em máquinas e equipamentos e novas tecnologias, que permaneceram em alta.

 

Entre as empresas consultadas, a expectativa com relação à necessidade de novos estímulos atingiu 78,3 pontos. Ao mesmo tempo, a confiança dos entrevistados de crescimento no médio e longo prazo ficou em 62 pontos, enquanto a estimativa de uma nova versão do MCMV atingiu 67,3 pontos.

 

As perspectivas dos empresários da construção de crescimento para a economia seguiram em alta, com acréscimo de 14,1% em relação à pesquisa anterior (agosto). Em comparação a novembro de 2012, porém, o indicador ainda acumula queda de 26,2%.

 

No que diz respeito aos indicadores de desempenho corrente das empresas da construção, foi registrado ligeiro avanço, com alta de 0,6% frente ao levantamento anterior. Em doze meses, no entanto, o indicador apresenta queda de 4,5%. Com relação às perspectivas futuras de desempenho, foi registrada queda de 1,9% em relação à sondagem anterior e baixa de 4,1% em 12 meses.

 

Já em relação às perspectivas sobre a condução da política econômica, foram apuradas quedas de 0,7% frente a anterior e de 35,2% em doze meses. Outro ponto que ainda exige atenção, o indicador de dificuldades financeiras cresceu 1,3% em relação à pesquisa anterior, indo para 52,5 pontos (neste caso, valores abaixo de 50 pontos significam dificuldades menores). Em relação a novembro do ano passado, o indicador apresenta alta de 17,6%.

 

Fonte: Obra 24 horas