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Cogeração industrial vai crescer 50 por cento nos próximos dez anos

13 de Fevereiro, 2014

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A capacidade instalada de cogeração industrial vai aumentar cerca de 50% nos próximos dez anos, estima um relatório recente do Navigant Research. As previsões apontam que a capacidade instalada cresça dos 317.9GW instalados em 2013 para 483.7GW em 2023.

 

Em termos de valor, nesse ano, este mercado deverá valer 29,8 mil milhões de dólares (cerca de 21,9 mil milhões de euros*), face aos 19,7 mil milhões de dólares/ano (aproximadamente 14,5 mil milhões de euros) de 2012.

 

O relatório do Navigant Research analisa o potencial do mercado global para instalações de cogeração em aplicações industriais - refinarias, pasta de papel, processamento alimentar, entre outros – e que utilizem turbinas, motores de combustão interna, células de combustível ou motores ciclos orgânicos de Rankine (COR).

 

Em 2012, América do Norte, Europa Ocidental e do Leste representavam 80% do total de capacidade instalada no mundo.

 

Embora a cogeração industrial tenha estagnado nos últimos anos em países como os Estados Unidos ou a Rússia, refere o relatório, está a registar-se um aumento do interesse pela tecnologia, destacando-se uma tendência dos governos para aumentarem os subsídios e outros incentivos à adoção da cogeração devido as preocupações com a fiabilidade e eficiência das redes, resposta à procura de eletricidade e redução de emissões de gases com efeito de estufa.

 

A diversidade de tipos de combustível e de tecnologias, assim como a expansão do gás natural a baixo custo estão a atenuar as barreiras à cogeração, explica também o documento.

 

A cogeração é “um conjunto de tecnologias de produção de energia elétrica (ou mecânica) com melhor rendimento, resultante do aproveitamento de energia térmica que, de outra forma, seria perdida numa instalação consumidora associada”, define a COGEN Portugal.

 

Segundo dados do Eurostat de 2011, a cogeração foi responsável por 11,2% da eletricidade gerada na Europa (EU-27). No nosso país, a percentagem foi de 12,7%.  

 

Fonte: Edifícios e Energia