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Até o dia 23 de agosto, a saída de dólares do país supera entrada em US$ 2,7 bi

03 de Setembro, 2013

As saídas de dólares do país superam as entradas, gerando saldo negativo do fluxo cambial de US$ 2,748 bilhões, no mês de agosto, até o dia 23. De janeiro a 23 de agosto, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 5,340 bilhões. Os dados foram divulgados no último dia 28, pelo Banco Central (BC).

Do início do ano até o final de agosto, o segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) registrou saldo negativo de US$ 9,863 bilhões, enquanto o comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) ficou positivo em US$ 15,203 bilhões.

No mês passado, até o dia 23, o segmento financeiro ficou negativo em US$ 1,204 bilhão. O fluxo comercial também ficou negativo, em US$ 1,545 bilhão. As operações de Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) chegaram a US$ 2,337 bilhões. Os pagamentos antecipados ficaram em US$ 3,294 bilhões. Esses valores estão incluídos nas exportações, que totalizaram US$ 13,383 bilhões. As importações ficaram em US$ 14,928 bilhões, em agosto até o dia 23.

Em julho, o Banco Central eliminou as restrições de prazos para que os exportadores financiem pagamentos antecipados. Antes, os exportadores que quisessem antecipar o recebimento das receitas com as vendas para o exterior poderiam pegar empréstimos de até cinco anos. O BC derrubou esse limite, permitindo que financiamentos de prazos mais longos sejam concedidos. A medida pode ajudar a aumentar a oferta de dólares no mercado, o que pode empurrar a cotação para baixo.

No dia 28, o BC também informou o valor de leilão de venda de dólares das reservas internacionais com compromisso de recompra. No último dia 22, a operação totalizou US$ 2,110 bilhões. Os resultados de outros leilões desse tipo feitos em agosto ainda serão divulgados pela instituição.

O mercado financeiro global enfrenta turbulências por causa da perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. Se houver redução de estímulos, o volume de moeda norte-americana em circulação cai, aumentando o preço do dólar em todo o mundo. As informações são da Agência Brasil.

Com informações do Diário Comercial Indústria e Serviços