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Antecipando atividades (“uploading”) no desenvolvimento de produtos

16 de Abril, 2015

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Todos que participam do processo de desenvolvimento de produtos estão familiarizados, de alguma forma, com a agonia da mudança nos últimos estágios, chamada de loopbacks (retrabalhos). Fazer mudanças no projeto ou na engenharia tardiamente produz uma quantidade assombrosa de desperdício. As equipes de desenvolvimento se esforçam muito para evitá-los, mas, mesmo assim, quase todos os praticantes consideram os loopbacks inevitáveis, e, na verdade, até planejam contando com eles. Mas, de uma perspectiva lean, isso é lamentável porque um loopback não é nada mais do que retrabalho com um nome diferente.

 

Os desenvolvedores projetam, analisam e testam seu produto ou processo apenas para ter que repetir essas mesmas atividades mais tarde. Assim como no chão de fábrica, os retrabalhos podem ser extremamente caros. É vastamente reconhecido que o custo de fazer mudanças aumenta conforme se avança na linha do tempo do projeto de desenvolvimento do produto.

 

Na verdade, alguns dizem que o custo para fazer uma mudança em qualquer estágio é dez vezes mais caro do que no estágio imediatamente anterior. Então podemos enxergar que mudanças tardias podem, de fato, ser caras.

 

O conselho comum para eliminar o problema dos loopbacks é antecipar algumas atividades no processo de desenvolvimento do produto.

 

Mas o que significa antecipar? Alguns sugerem que é inteligente começar um projeto de desenvolvimento de produtos acumulando o que já sabemos. Por exemplo, engenheiros de produção podem fornecer à equipe informações sobre a capacidade de seus equipamentos de fabricação atuais no início do projeto. Então os projetistas do produto podem projetar dentro dessas restrições para minimizar os problemas no chão de fábrica enquanto melhoram a qualidade e a eficiência. O desafio com essa sugestão é, obviamente, acumular conhecimento.

Outros recomendam antecipar os projetos de desenvolvimento juntando equipes interfuncionais desde o começo do projeto. As equipes consistem em representantes capazes de realizar cada uma das funções necessárias para trazer um produto ao mercado. A ideia é garantir que todos os pontos de vista sejam considerados desde os primeiros estágios para evitar “descobertas” inesperadas mais tarde.

 

Mas uma pergunta frequentemente importuna essas equipes: o que eles devem fazer nessas primeiras fases? Stefan Thomke recomenda a experimentação rápida a fim de aprender sobre as possibilidades do produto e do processo de produção. Podemos estender a ideia de Thomke com as noções de Allen Ward sobre projeto baseado em alternativas, o que chamamos agora de inovação baseada em alternativas.

 

Em uma abordagem baseada em alternativas no desenvolvimento, as equipes se envolvem de uma forma muito diferente com os desafios de desenvolvimento que enfrentam em comparação com as abordagens convencionais.

 

Fonte: O mundo da Usinagem